Livro A sutil arte de ligar o foda-se

Há bastante tempo o livro A sutil arte de ligar o foda-se vinha me chamando atenção por onde eu passava. Principalmente pelo título e a capa, de fato, um tanto quanto chamativa.

Mas… foi eu ler a sinopse e a descrição que comecei a desgostar. Confesso que, se não fosse a curiosidade de terminar a leitura e ver se o livro melhorava, eu pararia antes do meio.

Ao contrário do que eu imagina pelo título, o livro A sutil arte de ligar o foda-se não fala sobre formas de você se preocupar menos com as coisas, levar uma vida mais leve e com menos ocupações. Ele começa dizendo que você não é especial e que às vezes a vida é uma droga e você deve se conformar com isso.

Achei o autor um tanto quanto exagerado sabe? Ao usar palavrões e ir contra frases tipicamente motivacionais para dizer que não era um livro de auto-ajuda. Comecei a ler o livro o enxergando sob uma ótica conformista, sabe? Em que o autor parecia estar dizendo que: se você não conseguir nada na vida, tudo bem, não vale a pena tentar.

Mas à medida que as páginas foram se desenrolando, ele se revelou sim como mais um livro sobre desenvolvimento pessoal. Porém com uma visão diferente.

O autor fala sobre como hoje, muitas vezes, criamos expectativas pouco realistas da vida. E se antes ficávamos mal e encarávamos isso de forma normal, hoje somos bombardeados por vidas felizes no Instagram e frases dizendo que não se pode ficar triste.

Segundo ele, ligar o Foda-se é entender com o que vale a pena se importar e não sair se importando com tudo. É “não fugir das merdas, mas escolher com quais merdas você quer lidar”.

“A insatisfação e a inquietude são inerentes do ser humano”.

E a dor é útil para nos fazer crescer, então, é preciso escolher quais dores valem a pena lutar.

A briga dele com a auto-ajuda é que, segundo ele, grande parte dos autores criam euforia ao invés de ensinar a lidar com problemas. Existe uma fixação pela felicidade, enquanto, segundo ele, são os sentimentos negativos que nos fazem sair da zona de conforto.

A felicidade exige esforço.

“O emprego dos seus sonhos é o mesmo que vai estressá-lo. Tudo vem com um sacrifício embutido, ou seja, o que nos faz bem vai inevitavelmente nos fazer mal também”.

Ninguém é especial

Todo mundo comete erros e é cheio de defeitos. Grande parte da população é “normal”. Mas como a mídia dá destaque às anormais, achamos que todas são.As pessoas que mais se destacam são aquelas que assumem ser medianas e se dedicam obcecadamente em melhorar.

O ponto alto do livro é quando ele fala sobre valores. Sobre não se comparar a outros e a focar seus objetivos naquilo que só depende de você alcançar, e não dos outros.

Enfim, um livro pra te fazer pensar de um jeito diferente, e sair fora da caixa. A resenha completa dele tá no vídeo!

Mais um daqueles livros que eu indicaria a leitura.
Mais alguém já leu? O que achou?

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Lanna
1 ano atrás

Ah eu adorei quero ler todos.

A menina da Dieta Fashion. Adora inventar uma moda e falar sobre tudo que pega bem! Juizforana, vinte poucos anos, jornalista, empresária e apaixonada pela vida. Acredita no amor e ele está presente em tudo que faz. Como toda leonina, adora um desafio. Sonha voar por todo mundo e viver sempre aprendendo.

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