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Sobre essa evolução das redes de relacionamento

Bom… sou muito adepta das evoluções da tecnologia. Gosto dos avanços tecnológicos que contribuem para melhorar a nossa qualidade de vida.
A INTERNET por exemplo, não vivo sem.
Mas algumas verdadeiras revoluções na internet me causam calafrios e desconfianças, e eu tenho que assumir que me torno uma verdadeira opositora dessas mudanças, me comportando como uma daquelas crianças que resistem a um novo prato simplesmente pq ainda não provaram e tem medo de saber qual é o gosto.
E para mim, as piores revoluções que se podem promover na internet são as das chamadas “redes de relacionamento”.
Sou do tempo do MIRC. Quem não se lembra das incansáveis salas de bate papo criadas pelos próprios usuários, em que você reunia toda a sua galera pra jogar conversa fora e ainda conhecia pessoas novas? – Uma observação à parte: foi em uma dessas salas de bate papo que eu encontrei o meu namorado e estou com ele a exatamente 4 anos e meio. Depois dissem que essas coisas não funcionam – Talvez até pelo simples fato de ter encontrado o homem da minha vida nesse programa, site, ou sei lá como se chamava isso, ou simplesmente porque ele era SUPER divertido, resisti bravamente ao seu abandono, sendo uma das últimas a deixar de frequentar as salas, quando as pessoas simplesmente foram deixando de lado o mirc para entrar na nova onda que era o MSM.
A partir daí eu também TIVE que migrar para o msn. Foi um LONGO período de adaptação, tendo que arrajar um jeito de achar e adicionar todos os meus antigos contatos para continuar a bater papo. Mas valeu a pena. Até hoje ainda uso esse negócio para comunicar instantaneamente com as pessoas, e ele ainda foi de extrema importância para manter contato com o meu irmão e ver meu sobrinho crescer pela WEBCAM, a milhares de kilômetros daqui.
Junto ao mirc e, posteriormente, ao msn, existia o FOTOLOG. Todo mundo tinha um pra colocar as suas fotos e tirar AQUELA onda de como o seu final de semana foi bom e como a sua vida era linda, e para todo mundo comentar aquelas coisas CRIATIVAS do tipo: “nossa, tá linda”. Mas o fotolog nem teve muita chance.
Logo depois, veio o ORKUT. Não teve como fijir desse trêm. Para qualquer lado que você ia tinha alguém perguntando: “você tem orkut?”. Virou uma febre. Hoje em dia até canhorro e papagaio tem orkut. E eu tenho que admitir que realmente é muito legal. É muito bom ficar cheretanto -no bom sentido é claro- a vida dos outros, vendo fotos, vídeos e agora até dando tapa na bunda dos outros por aquelas bonequinhas que você muda até a cor do esmalte.
Outro que surguiu e foi ganhando espaço foi os BLOGS. Na verdade, eles demoraram um pouco para emplacar. Eu lembro que eles já existiam a muito tempo mas eu não via utilidade nenhuma para eles e demorou anos para eu finalmente criar o meu. Hoje, eles são mais do que diários pessoais, eles viraram uma verdadeira ferramenta de expressão e opnião e como estudande de comunicação que sou, posso afirmar que foi uma febre que mudou e mudará os parâmetros da comunicação na atualidade.
Mas, como se não bastasse todas essas mudandas nas redes de relacionamento, agora deram pra inventar esse tal de TWITTER.
Como assim esse trêm vai substituir os blogs? É isso o que tem dito muitas revistas e a própria televisão.
Resisti muito e ainda estou resistindo a esse negócio. Ainda não entendi a utilidade de se escrever “what are you doing?” em 150 letras para os seu “seguidores” lerem.
Mas depois que eu vi a puta PROPAGANDA que o Fantástico fez sobre o twitter em uma reportagem no último domingo, não tive como fujir e fui OBRIGADA a criar um pra mim.
Só quero ver se vai ser só uma onda ou se esse bicho vai pegar mesmo.
E se pegar, estarei assistindo de cadeira onde isso vai parar.

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