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Você ainda sonha?

Pode parecer bobo, ou até invasivo, mas essa pergunta pode dizer muito sobre você.

Não, não tô falando de sonhos que temos à noite, enquanto dormimos, e o que eles podem significar. Tô falando de sonhos da vida real mesmo, aqueles que fazem seus olhos brilharem, seu coração disparar e você começar a imaginar como será o dia em que ele se realizar.

Sonhos 3

Quando somos crianças temos tantos sonhos. E somos estimulados a tê-los. Podemos ser o que quisermos. E quanto mais sonhamos, mais graça tem, os adultos riem, acham fofo e contam com orgulho. Mas quando nos tornamos jovens/adultos as coisas mudam.

É preciso colocar os pés no chão, viver um dia de cada vez, parar de pensar no futuro e viver o presente. Sonhar torna-se algo para os inconsequentes, um adjetivo pejorativo, como se ser sonhador fosse algo ruim. “Ele é muito sonhador” dizem, com um peso de culpa, pena, ingenuidade.

Deixamos então de sonhar, de expor nossos sonhos, de fazer planos e, o que é pior: de pensar que é possível. 

Sonhos 2

Aos poucos sonhar perde a graça, o encanto. Escondemos todos eles lá no fundo da gaveta e aí de quem ousar tocá-los. Deixamos de sonhar pelo medo de falhar, de não conseguir, de pensar no que as pessoas vão pensar.

E assim seguimos nossas vidas. Sem sonhos e, consequentemente, sem planos. Vivendo um dia após o outro e o que vier é lucro.

Mas por que? Por que não sonhar um pouquinho mais alto? Por que não acreditar que você pode, você é capaz, você é digno disso? Por que não sonhar com aquilo que você tem vergonha de dizer por achar que nunca vai conseguir?

Na grande parte das vezes, desistimos antes mesmo de tentar, ou não pensamos que a solução pode estar alí, do nosso lado.

Um exemplo? Quando era criança eu falava que queria ser bailarina. E fazia balé e dançava em casa e criava apresentações imaginárias e fazia eventos em que colocava todos da minha família para dançar, inclusive meu pai, que era obrigado a ser meu par em um padedeux. O tempo passou, eu percebi que não seria a Ana Botafogo e tomei outros caminhos, mas a vontade de dançar continua. E por que não, depois de adulta, continuar a fazer balé?

Quando falamos de sonhos, depois que crescemos, na grande maioria das vezes nos boicotamos, achamos que são bobeira ao pensar na nossa situação atual, ou em experiências passadas, ou na opinião dos outros. E assim, nossos sonhos vão deixando de existir.

Até você se dar conta que o tempo vai passar de qualquer forma. Sonhando ou não, tentando ou não, realizando ou não.

Sonhos 1

É preciso ter pés no chão sim, pensar nas possibilidades e consequências. Mas é o sonho que te faz ir além, que te faz ter frio na barriga, que te faz enxergar novos caminhos e buscar algo diferente/novo/que te faça sorrir no seu dia a dia, que te faça sair da rotina.

Quando a gente sonha, a gente começa a encontrar formas de realizar ou, pelo menos, se diverte planejando. E esse planejamento, muitas vezes é mais divertido do que o resultado em si. Mas se a gente não sonha, vemos a vida passar, sempre do mesmo jeito, sem pretensões e sem ver graça nos sonhos dos outros.

E se não der certo, pelo menos você tentou.

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