Rumos profissionais e mudanças de planos

Sim, eu larguei meu emprego recentemente e sim, meu marido é funcionário público e está indo pelo mesmo caminho.

Não que eu estava insatisfeita, era algo que sonhei por muito tempo, mas eu queria mais, sabe?

E muitas vezes as pessoas nos consideram doidos.
É muito ruim trocar a segurança, a estabilidade e até o status no facebook, por algo que não se sabe bem ao certo o que é. Dá frio na barriga, medo, mil “e se’s”… Mas acho que a incerteza do “eu podia” é ainda pior.
“E se nada der certo…”, pelo menos tentei.
Ideias não faltam. E determinação também. Fracassos podem existir, mas qual o problema em fracassar se é possível recomeçar?

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Por vezes, adiei decisões ou mesmo as ignorei por medo de dar errado. Não queria assumir o risco, nem pra mim mesma. Pensava em o que as pessoas iam pensar, nas justificativas que teria que criar, no diploma que eu tinha e no exato-caminho-que-eu-deveria-seguir-para-chegar-ao-topo-do-sucesso-profissional.
Mas onde é o topo? E o que é sucesso profissional?
E se eu mudar a rota? E se eu mudar de opinião? E se eu mudar?
Porque temos tanto medo disso? Porque cobramos tanto que pessoas sigam padrões e façam tudo exatamente como o planejado? Quem afinal de contas determinou como deveria ser o planejado?

Resolvi ser mais sincera comigo mesma. Dar ouvido a projetos pessoais inacabados ou mesmo aqueles que nem foram iniciados, que ficaram em algum lugar nesse emaranhado de ideias. Resolvi escutar meus medos e enfrentá-los. Parar de dar desculpas. Fazer algo diferente, me esforçar mais e aceitar que eu segui meu coração, mesmo que ele mude de ideia daqui a alguns meses ou anos.
Recentemente li um livro chamado “A arte da não conformidade” (super recomendo a leitura) em que o autor conta como decidiu largar seu emprego tradicional para viver a vida que sempre sonhou: viajando. A partir daí, ele estudou, se especializou, passou por uns maus bocados e continua passando, mas resolveu fazer aquilo que muita gente julgava utópico. E ele conta que, diversas vezes, foi olhado torto por pessoas que preferiam afirmar que “as coisas pra ele eram mais simples” do que de fato, tentarem seguir o mesmo caminho.
Acho que a nossa geração tem passado com frequência por questionamentos assim, né? Há uma insatisfação geral, uma vontade de ter mais liberdade, de correr atrás do novo, do desconhecido, de sair da zona de conforto. Nem sempre é fácil e muitas vezes pode parecer utópico, mas é possível (e existem vários casos reais assim, vide a Jaque e o Eme criadores do Hypeness e de outros dois blogs de sucesso: Nômades Digitas e Casal Sem Vergonha – esse texto sobre “8 coisas terríveis que podem acontecer se você largar tudo pra correr atrás dos seus sonhos” é um bom ponto de partida).

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É claro que não to falando que todo mundo tem que arriscar tudo, viver de amor ou nada do tipo. Mas encontrar um equilíbrio, estar satisfeito com a vida, encontrar pequenas alegrias diárias e correr atrás dos sonhos são coisas que não podem ser deixadas em segundo plano.

Se existe aquele sentimento de querer mudar, a mudança tem que começar por nós mesmos.
E a vida é muito curta pra gente não ter coragem!

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A menina da Dieta Fashion. Adora inventar uma moda e falar sobre tudo que pega bem! Juizforana, vinte poucos anos, jornalista, empresária e apaixonada pela vida. Acredita no amor e ele está presente em tudo que faz. Como toda leonina, adora um desafio. Sonha voar por todo mundo e viver sempre aprendendo.