Sobre cada roupa carregar uma história e como a moda vai e volta

A moda vai e volta. Fato. Não foram poucas as vezes em que eu mostrei nos meus looks que postei aqui ou no Instagram alguma coisa que achei no guarda-roupa da vó, do pai, na mãe. Tenho vários itens de outras décadas no meu acervo de peças (leia-se guarda-roupa). Meu chapéu de feltro rosa, a bolsa do porão da casa da vó, a mala vintage também de lá, o óculos escuros da minha mãe, a calça mom jeans que comprei no brechó e que deve ter pelo menos uns 20 anos.

E sempre que vejo essas coisas eu penso: nossa, como a moda vai e volta!
Essa semana minha mãe me mostrou mais duas coisas pelas quais eu morri de amores: uma revista de 1900 (e bolinhas) com vários modelos de saia godê do auge dos anos 60 e que estão super na moda em modelagens midi lindíssimas e um óculos redondo super fofo, no estilo do que eu comprei não faz um mês.

A moda vai e volta

E dias atrás estava conversando com a dona de uma marca super tradicional na cidade e falando sobre o quanto é legal ter uma peça que conta uma história, sabe? Que te acompanha em momentos importantes ou mesmo em momentos simples do dia a dia, aquela peça você cria memórias, e, consequentemente,  um valor sentimental, que te expressa de alguma forma. A dona da marca em questão estava super feliz por saber de clientes que usam suas peças a anos, atestando a qualidade e o bom gosto das roupas em questão.
Mas essa situação me fez pensar o quanto isso não é uma coisa super comum e corriqueira como deveria ser. Afinal de contas, a gente devia comprar peças justamente pensando em sua qualidade, no quanto elas poderiam render e durar por anos, não seria isso o normal?

Tudo é descartável

Hoje a gente vive num mundo onde tudo é tão descartável: os pratos, os aparelhos eletrônicos, as roupas, os relacionamentos, que parece que as coisas não são feitas para durar muito mesmo e a gente tem um pensamento tão acelerado que, rapidamente, já enjoamos e estamos em busca de coisas novas muito facilmente.
Mas aí o ciclo se repete. A gente substitui aquilo por algo parecido, na esperança de suprir uma necessidade que não está nas coisas, está dentro, no que nós verdadeiramente somos.

A moda só e um reflexo dessas buscas, por si mesmo. Ela vai, volta, cria o futuro, revive o passado.

Nos últimos tempos vi várias tendências antigas voltarem com tudo pro cenário fashion: as calças mom jeans, os dead sneakers, as jaquetas corta vento, os delineados e maquiagens ultra coloridas, os scrunchies para prender o cabelo, etc. Por vezes, é possível ver uma pessoa dos anos 80 em pleno século XXI.

Mas isso tudo só me faz pensar que: como na vida, moda é movimento. E cabe a nós analisar entre tantas opções, aquilo que faz sentido pra gente, aquilo que ajuda a edificar nosso passado e construir nosso futuro. Que a gente não trate nossas peças como algo descartável, mas como construção de memórias e de quem nós verdadeiramente somos.

E assim, revisitando tendências e criando outras, vamos fortalecendo nosso estilo.

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A menina da Dieta Fashion. Adora inventar uma moda e falar sobre tudo que pega bem! Juizforana, vinte poucos anos, jornalista, empresária e apaixonada pela vida. Acredita no amor e ele está presente em tudo que faz. Como toda leonina, adora um desafio. Sonha voar por todo mundo e viver sempre aprendendo.